O sete talvez seja o número mais carregado de sentido no Ocidente. Os antigos conheciam sete astros que se moviam no céu (o Sol, a Lua e cinco planetas), e deles vieram os sete dias da semana. A Lua muda de fase a cada sete dias, mais ou menos. A Bíblia está cheia de setes: o sábado, o candelabro de sete braços, as sete igrejas e os sete selos do Apocalipse.
Os pitagóricos chamavam o sete de virgem, por um motivo curioso: entre os números de 1 a 10, ele não é múltiplo de nenhum outro (além do 1) e também não tem múltiplos. Ficava sozinho, como Atena, a deusa nascida da cabeça de Zeus.
Na numerologia moderna, o 7 é o número da busca interior. Fala de quem estuda, observa, desconfia das respostas prontas e precisa de silêncio. É o número dos pesquisadores, dos místicos e dos solitários. A sombra é fechar-se demais: o isolamento, o pessimismo, a dificuldade de confiar.
No tarot e na Cabala
O arcano VII é o Carro: o condutor que domina forças opostas e segue adiante. Na Árvore da Vida, a sétima sefirá é Nétsach, a Vitória.
Luz
- profundidade
- espírito de pesquisa
- intuição
- independência de pensamento
Sombra
- isolamento
- desconfiança
- frieza
- pessimismo