Ciclos
A Lua
O astro mais próximo da Terra e o mais rápido do céu: a Lua muda de forma a cada noite e de signo a cada dois dias e meio. Por isso foi o primeiro relógio da humanidade e um dos grandes símbolos de todas as tradições.
A Lua agora
- Fase
- …
- Signo
- …
- Morada
- …
- Dia da lunação
- …
- Dia da semana
- …
Calendário lunar
As fases da Lua dia a dia, com os horários exatos das fases principais em hora de Brasília. Os desenhos mostram a Lua como ela aparece daqui do hemisfério sul: no crescente, a parte iluminada fica à esquerda.
Fases principais do mês
As quatro fases
Lua Nova
Recolhimento e semeadura. Tempo de silêncio, de definir intenções e de começar por dentro.
Quarto Crescente
Ação e esforço. O que foi plantado pede cuidado, decisão e trabalho constante.
Lua Cheia
Plenitude e revelação. Celebrar, agradecer e ver com clareza o que estava oculto.
Quarto Minguante
Limpeza e desapego. Encerrar ciclos, descansar e soltar o que já não serve.
Aprofunde
A Lua na astrologia
Na astrologia, a Lua representa as emoções, a memória, a infância, a casa, o cuidado e a mãe. No mapa de nascimento, mostra como a pessoa sente e do que precisa para se sentir segura. Como se move depressa, é também o astro dos ritmos do dia a dia.
A Lua rege Câncer, o seu domicílio. Fica exaltada em Touro, onde a tradição diz que mostra o seu melhor (Firmico Materno fixava o ponto exato no 3º grau). Está em exílio em Capricórnio, o signo oposto ao seu, e em queda em Escorpião. Rege a segunda-feira, a prata e, no tarot, o arcano XVIII, A Lua.
Os pontos onde a órbita da Lua cruza o caminho do Sol, os nodos lunares, marcam os lugares dos eclipses. A tradição os chamou de Cabeça e Cauda do Dragão.
A Lua nas tradições
Mesopotâmia
O deus Sin, a Lua, era o senhor do calendário. Os babilônios registraram por séculos as fases e os eclipses, e contavam os meses pela Lua.
Egito
Thoth, deus da escrita e da medida do tempo, e Khonsu, "o viajante", eram deuses lunares. O olho de Hórus, ferido e curado, foi lido como a Lua que míngua e volta a crescer.
Grécia e Roma
Selene era a própria Lua; Ártemis, a caçadora, e Hécate, a das encruzilhadas, ganharam com o tempo um caráter lunar. A ideia da Lua tríplice, crescente, cheia e minguante, vem dessa herança.
Judaísmo e islã
Os dois calendários religiosos seguem a Lua. O mês judaico começa com a Lua Nova (Rosh Chodesh), e o mês islâmico começa quando se avista o primeiro fio da Lua crescente, como no Ramadã.
Cristianismo
A data da Páscoa ainda depende da Lua: é o domingo depois da primeira Lua Cheia que segue o equinócio de março, uma regra herdada da Igreja antiga.
Cabala e magia
A Lua é a esfera de Iessod, o Fundamento, ligada ao arcanjo Gabriel, à imaginação e ao plano astral. Na magia, rege a prata, a água, os sonhos e as viagens.
Lua e plantio
Plantar e colher conforme a Lua é um costume antigo, presente nos almanaques populares de muitos países, inclusive no Brasil. A regra mais comum diz que se semeia na Lua crescente o que dá acima da terra e na minguante o que dá embaixo dela. Os estudos científicos não confirmaram esse efeito, mas a tradição continua viva e faz parte da cultura do campo.
Fontes
- Cláudio Ptolomeu, Tetrabiblos (séc. II), sobre a natureza e as dignidades da Lua.
- Firmico Materno, Mathesis (séc. IV), sobre os graus de exaltação.
- Al-Biruni, Livro de instrução nos elementos da arte da astrologia (1029).
- Picatrix (séc. X ou XI) e Cornélio Agrippa, Filosofia Oculta (1533), sobre as moradas da Lua.
- Lazare Lenain, La Science Cabalistique (1823), sobre a influência da Lua e os dias da lunação.
- Jean Meeus, Astronomical Algorithms (1991), usado nos cálculos das fases e da posição da Lua.
- Computus (Wikipedia), sobre o cálculo da data da Páscoa.