Cabala · 1ª sefirá · Pilar do Equilíbrio
Kéter
a Coroa
A primeira sefirá, o ponto em que o infinito começa a se manifestar. Tudo o que vem depois já está nela, como a árvore inteira está na semente.
Acima da Árvore, dizem os cabalistas, há o Ein Sof, “o sem fim”: o divino tal como é em si mesmo, que não pode ser pensado nem nomeado. Kéter é o primeiro movimento desse infinito em direção ao mundo. Por isso é chamada de Coroa: a coroa fica acima da cabeça, toca o corpo mas não faz parte dele.
O nome divino de Kéter é Ehyeh, “Eu Sou”, a resposta dada a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3,14). É um nome sem atributos. Kéter ainda não é sabedoria nem amor nem rigor: é apenas o fato de ser. Os cabalistas a descrevem como um rosto visto de perfil, porque metade dele permanece oculta.
No tarot, os quatro Ases pertencem a Kéter. Cada Ás é a raiz pura de um elemento, a força antes de se dividir em situações. Três caminhos saem daqui: o do Louco, o do Mago e o da Sacerdotisa.
Como pensar em Kéter
Pense na vontade mais profunda que você tem, anterior a qualquer plano. Ainda não há um “o quê”, só um impulso de existir. A tradição diz que a experiência própria de Kéter é a união com a fonte. Por isso não há vício ligado a ela: nada pode dar errado no ponto de origem.
As cartas de Kéter
As quatro cartas de número 1, uma por naipe, mostram a força de Kéter em cada elemento.
Os caminhos que tocam Kéter
Os oito anjos dos Serafins
Na tradição dos 72 anjos, o coro dos Serafins pertence a Kéter. Estes são os seus oito gênios.



