Cabala · 10ª sefirá · Pilar do Equilíbrio
Malkhut
o Reino
O Reino, o mundo material, onde todas as forças da Árvore se tornam concretas. É a morada da Shekhiná, a presença divina no mundo.
Malkhut é o fim da descida e o começo da subida. É o mundo que tocamos: a terra, o corpo, os objetos, o dia a dia. Os cabalistas a chamam de Shekhiná, a presença divina que habita entre as pessoas, e também de Kalá, a Noiva, e de Matrona, a Rainha. O seu personagem bíblico é o rei Davi.
Diz um provérbio cabalístico que “Kéter está em Malkhut e Malkhut está em Kéter”. O ponto mais baixo reflete o mais alto: a matéria não é o contrário do espírito, é o lugar onde ele se mostra por inteiro. Na tradição, a Shekhiná está “exilada” no mundo, e cada gesto justo ajuda a reuni-la ao Santo, bendito seja.
A esfera de Malkhut é a Terra, dividida nos quatro elementos: fogo, água, ar e terra. Por isso, na Golden Dawn, Malkhut é desenhada como um círculo partido em quatro, com as cores citrino, oliva, castanho-avermelhado e negro.
No tarot, os quatro Dez pertencem a Malkhut. São cartas de conclusão: o ciclo do naipe chegou ao fim e se tornou fato.
Como pensar em Malkhut
Pense no momento em que algo que você imaginou se torna real, por menor que seja. Isso é Malkhut. A sua virtude é o discernimento: ver o sagrado no comum, sem desprezar nem idolatrar a matéria.
As cartas de Malkhut
As quatro cartas de número 10, uma por naipe, mostram a força de Malkhut em cada elemento.



